Biografia

“O que eu gosto é o fato de que ele mantinha as coisas simples. Ele pode jogar em todo o meio-campo, mas o papel de detentor na frente da defesa é o que ele faz melhor.”

Arsène Wenger

Do menino que jogava na rua...

Um erudito, estudante de fala tranquila do belo jogo que ele veio a governar, Gilberto Aparecido da Silva foi um dos melhores meio-campistas defensivos de sua geração. O mineiro de Minas Gerais, no sudeste do Brasil, cresceu com a mãe, o pai e três irmãs na pobreza, jogando futebol nas ruas com seus primos e amigos. Reconhecendo seus talentos, aproveitou a oportunidade para escapar das dificuldades e assinou pelo time juvenil do América Mineiro. O destino jogou uma mão cruel, forçando-o a desistir do futebol aos 15 anos para sustentar sua família depois que seu pai se aposentou e sua mãe adoeceu, mas aos 18 anos, quando seus colegas estavam surgindo como regulares da equipe principal, ele tentou de novo.

Ao melhor volante do mundo

Depois de assinar novamente com o América Mineiro como zagueiro central e ajudá-los a subir pra Série A no final da temporada 1997-98, ele assinou com o rival Atlético Mineiro em 2000. Após se recuperar de uma fratura em sua perna, Carlos Alberto Parreira, que passou a levar a Seleção à vitória na Copa do Mundo de 1994, o colocou no meio-campo defensivo e rapidamente se tornou uma das propriedades mais quentes do futebol brasileiro, chamando a atenção dos treinadores dos clubes de elite da Europa, incluindo o Arsène Wenger, do Arsenal.

Foi no norte de Londres, depois de uma exibição de destaque na Copa do Mundo de 2002 e uma medalha de vencedor em volta do pescoço, onde Gilberto Silva concretizou seu lugar como o melhor volante do mundo. Um gol da vitória em sua estréia contra o Liverpool foi seguido por ser parte integrante do Arsenal “Invincibles”, que passou a temporada 2003-04 invicto. Em uma equipe cheia de belos auto-expressionistas, incluindo Thierry Henry, Robert Pires e Dennis Bergkamp, ​​Gilberto Silva levou o piano que permitiu que seus companheiros de equipe tocassem um belo concerto.

“Nós éramos uma família pobre e tivemos que trabalhar duro. É por isso que, quando menino, eu tive que aceitar esses empregos como operário e na fábrica. Mas estou feliz por ter tido um começo difícil. Isso me faz identificar com pessoas que não são tão sortudas”

A Campeão do mundo

Convocado para a Seleção em 2001 por Luis Felipe Scolari para as eliminatórias da Copa do Mundo contra a Venezuela e a Bolívia, esperava-se que ele desempenhasse um papel menor no torneio, mas após lesão do capitão Emerson, o novo número 8 do Brasil já era maior de idade e pode fazer o que ele foi destinado a fazer. Ele jogou todos os minutos de cada jogo, incluindo dando a assistência pro Ronaldo no gol que deu o Brasil a vitoria na semifinal contra a Turquia. Seu sonho foi realizado. Ele era campeão mundial e usava a camisa amarela mundialmente famosa como se ele tivesse nascido por um momento desses. Ninguém merecia mais do que ele.

Mostrando os valores típicos de um Mineiro, humildade e trabalho duro, as estrelas do Samba de Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká puderam dançar e ele foi o capitão do time vencedor da Copa América em 2007, espremido pelas vitórias da Copa das Confederações em 2005 e 2009.

Depois de 93 jogos e três gols, Gilberto Silva chamou o tempo de uma carreira internacional que todo menino chutando uma bola de futebol nas ruas quentes e empoeiradas do Brasil só pode sonhar.

Carreira